Quem és tu que assim vens pela noite adiante, Pisando o luar branco dos caminhos, Sob o rumor das folhas inspiradas?
A perfeição nasce do eco dos teus passos, E a tua presença acorda a plenitude A que as coisas tinham sido destinadas.
A história da noite é o gesto dos teus braços, O ardor do vento a tua juventude, E o teu andar é a beleza das estradas.
(Poema: Quem és tu, de Sophia de Mello Breyner Andresen) (Quadro: Naked woman before stove, de Felix Vallotton) |
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