domingo, 27 de dezembro de 2009

"Escuta, escuta: tenho ainda uma coisa a dizer. Não é importante, eu sei, não vai salvar o mundo, não mudará a vida de ninguém - mas quem é hoje capaz de salvar o mundo ou apenas mudar o sentido da vida de alguém? (...) Palavras que muito amei, que talvez ame ainda. Elas são a casa, o sal da língua."

(Citação: de Eugénio de Andrade)
(Quadro: Apenas pintura 1, de Júlio Resende)

sábado, 26 de dezembro de 2009

Para a minha mãe...

"Mãe: a palavra mais bela pronunciada pelo ser humano".
(Citação: de Kahil Gibran)
(Quadro: Maternidad, de Diego Rivera)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A escrita é ou não é uma técnica?

Da leitura atenta do “Lusitânia Online” consegui dar-me a resposta a esta pergunta. Guardo-a como um tesouro na esperança de mais alguém também o descobrir. A minha percepção é a de que o segredo do Luís Bento enquanto escritor é anterior à escrita propriamente dita porque está na sua vida, na forma como se disponibiliza em se deixar levar pelos pequenos ou grandes detalhes do quotidiano. O seu segredo de criação de escrita, quanto a mim, tem por base deixar-se maravilhar pelo que os seus sentidos lhe oferecem, ao ouvir uma história ou um facto, por falar com alguém conhecido ou fisicamente distante, por ver o que quer ver ou o que os seus olhos lhe dizem e, assim deixar-se invadir literalmente pelos pequenos ou grandes detalhes da vida. E aqui entra a poesia, porque a escrita exige sempre a poesia, e a escrita do Luis Bento, apesar de por vezes cáustica e/ou sarcástica, tem poesia. Falo de poesia enquanto forma diferente de olharmos as coisas e as criaturas, como se tratasse de uma janela pela qual olhamos e que, consoante a ausência ou não da luz, nos dá perspectivas diferentes do que vemos e do que é a realidade. Mas, para mim enquanto leitora, o mais importante não é o que o Luís Bento revela mas sim o que sugere, num registo de quase insinuação, pois consegue fazer nascer a curiosidade cúmplice de quem lê. A emoção de ler um texto assim completa um quadro cujo traço e paleta de cores já se definiu.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Adam and Eve, de Tamara de Lempicka

"Assim que se olharam, amaram-se;
assim que se amaram, suspiraram;
assim que suspiraram, perguntaram-se um ao outro o motivo;
assim que descobriram o motivo, procuraram o remédio."

William Shakespeare