Não posso adiar o amor para outro século Não posso Ainda que o grito sufoque na garganta Ainda que o ódio estale e crepite e arda Sob montanhas cinzentas E montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço Que é uma arma de dois gumes Amor e ódio
Não posso adiar Ainda que a noite pese séculos sobre as costas E a aurora indecisa demore Não posso adiar para outro século a minha vida Nem o meu amor Nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração
(Poema: Não posso adiar o amor, deA. Ramos Rosa, in A Mão de Água e a Mão de Fogo) (Quadro: La paresse, de Felix Vallotton) |
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