Quando os cinco elementos se misturam,
No roçar da pele, no sussurrar do laço...
Na visão de lince, que os seios procuram
Na extensão de líneas puras do abraço!
E o corpo se emoldura sem juízo!
Num tilintar de taças dormentes;
Que irradiam o instinto impreciso
Ao tocar o escuro das mentes...
Que choram sem pudores sementes,
Que se torturam em carícias!
Na maciez do orvalho, na insaciada primícia...
O amor que une carne e derme,
À penumbra, que o vento adere
E faz os corpos descansarem silentes!
(Poema: de Ledalge)
(Quadro: Desnudo en el sofa rojo, de Guillermo Martí Ceballos) |
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